quarta-feira, julho 30, 2008
I'm Bad, I'm Nationwide
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Abstractions
Melhor dizendo: não bem eles, mas sim personificações de raciocínios fragmentados misturados com pedaços de sua memória e com uma pitada de paranóia e loucura que...
E isso está longe de ser meu ideal de mundo. Eu, Thor, um deserto e um ex-discípulo (no papel, pelo menos) cego com uma pedra dourada presa na testa.
Passa algum tempo e uma outra figura surge. É Sobretudo Negro, um antigo companheiro meu, sempre disposto a ajudar e com um senso de honra interessante, entretanto sem perder a possibilidade de honrar negócios.
Típico. Seria ele em quem eu pensaria em um resgate desse tipo, só falta dizer que ele deixou Thor tomando conta da...
Eu converso com Héracles (ou melhor, Sobretudo conversa, mas sou eu) e eles entram em um embate espiritual (ou melhor, eu entro). Depois de algum tempo debatendo sobre seres espirituais e coisas do tipo, Héracles permite a saída de sua realidade e manda um recado para ser entregue para “aqueles que buscam a verdade das Esmeraldas”.
Dito isso, eu e eu saímos pela porta da frente do reino e damos de cara com Thor nos esperando na Capela.
...
...
Insensatez de minha parte deixar que ela busque ou vá atrás de objetos tão perigosos sozinhos, ela ainda é uma criança! Digo, não uma criança mesmo, até porque ela já é bem grandinha na utilização da mágica, mas, mesmo assim, lidar com Blackmore não é nada interessante e...
Ouviram isso?
Tomo um susto quando vejo as figuras sombrias de Blackmore e seus Blackmorezinhos por trás de nós. Ele está ali para ajudar, perfeito. Tudo o que precisávamos: um grupo de Nefandi para ajudar a resgatar nossos pupilos (ou antigos pupilos, não importa), isso não virá de graça.
Blackmore expõe seu plano.
Um bom plano. Esperar que as coisas fiquem realmente pretas para que uma entrada gloriosa e triunfal fosse feita em um momento de puro perigo por qualquer um deles é fabuloso.
Eu preparo meus focos, assim como Thor e Black Coat fazem para juntos, com o poder de nossa Entropia, transformemos as coisas um pouco mais favoráveis para nossa entrada e a escapada deles.
E eu vejo, enquanto a Entropia começa a fluir, um Blackmore com um brilho diferente nos olhos, o brilho que ele tinha quando o conheci, o brilho de um Eutanatos, ele se utiliza de seus focos antigos, assim como algumas de suas garotas ajudam no ritual.
Sentindo uma estranha Ressonância antiga, junto com uma felicidade nostálgica de trabalhar novamente em conjunto com Thor, Blackmore e Coat, a Entropia flui mais abertamente por mim, mostrando-me caminhos que antes eu não tinha observado e que ainda são passíveis de exploração. Por um momento eu acreditei naquela baboseira que os Coristas mais jovens vivem dizendo sobre a possível redenção de um Nefandus.
Ilusão.
Sangue.
Sinto que Élis ainda está viva, isso me dá forças para pegar leve com essas aberrações.
Fico triste em perceber que, assim que o último Tecnocrata cair, nossos focos focalizarão a presença de Blackmore e faremos questão de destruí-lo. Uma pena, entretanto, se não fizermos isso primeiro, bem capaz que ele faça. Talvez se eu jogar, acidentalmente, um daqueles helicópteros na cara dele...
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Recados Rápidos(?)
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Erro
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Mesmo Bar II
Engraçado que aquela marca de cicatriz encaixa em uma mão de Lobisomem certinho...
Entramos no bar, eu, cobrindo a retaguarda dele, observava os olhares das pessoas que havíamos deixado para trás. Todas elas com um ar de... alegria?
Foi aí que eu reparei: eles não eram normais. Nenhuma das pessoas daquele bar lotado eram normais. E antes que eu pudesse ver ou sentir qualquer coisa, por puro reflexo de meus anos de treinamento com o meu antigo Aprimoramento, coloquei meus braços para segurar um mart...
ZARAK?????
Juro que vi a constelação de Andrômeda antes de apagar.
Mesmo Bar
Cópias das cópias das cópias. Era tudo o que eu via: um mar de clichês usados exaustivamente: barman mal-encarado, tipinhos mal-encarados, algumas putas, mesas de bilhar... aquele típico bar sujo onde pessoas sujas e...
Merda, meu relógio tá apitando feito pata no cio. Tem alguma coisa de errado por aqui.
Sinto que Juliana aciona algum dos instrumentos dela e passa um scan pelo bar todo, infelizmente, eu não fui o único que senti seu movimento e seu aparelho. Metade do bar havia se levantado.
Pensei que Guello poderia chegar agora, ele ia adorar essa festinha. Sem saber (ou não), o moleque tinha se enfiado numa porcaria de covil de vampiros! Agora é tarde. O que era pra ser apenas uma investigação vai virar um banho de sangue.
Antes que eu pudesse sacar a minha arma, Juliana já havia sido derrubada por alguns e eu estava sozinho. Não sou de rezar, mas bem que Deus poderia vir a calhar e mandar um reforço inesperado, ou, pelo menos, um tempo pra eu pensar.
E, como se eu fosse atendido (um clichê nessas horas), aparece, envolta em sombras, uma mulher latina, fazendo movimentos estranhos com as mesmas sombras já citadas. Acho que ela esperava que aquilo fosse me assustar de alguma forma, essa parecia das antigas, sentia isso. Ela se aproximou, agora sem mexer as sombras e com uma cara de frustrada. Pelo menos esse prazer eu teria, mal ela sabia que as coisas que eu vi, lutei, conversei e até fiz amizades no Universo Profundo faziam coisas muito mais estranhas e sem sentido que isso.
Eu fui um explorador espacial Tecnocrata, fui um herói da União durante a Segunda Guerra, eu e mais três companheiros sozinhos banimos três cabalas inteiras de Nefandi, ela não é nada perto do que eu já vi.
Entretanto, eu estou desarmado e sozinho contra um bar inteiro. Existe uma linha muito fina entre a coragem e a estupidez.
Ela apenas ri para mim e eu recebo uma pancada na nuca.
Não funcionou. Recebo mais duas, a terceira, uma coronhada.
Agora sim.
Mesmo Bar
Cópias das cópias das cópias. Era tudo o que eu via: um mar de clichês usados exaustivamente: barman mal-encarado, tipinhos mal-encarados, algumas putas, mesas de bilhar... aquele típico bar sujo onde pessoas sujas e...
Merda, meu relógio tá apitando feito pata no cio. Tem alguma coisa de errado por aqui.
Sinto que Juliana aciona algum dos instrumentos dela e passa um scan pelo bar todo, infelizmente, eu não fui o único que senti seu movimento e seu aparelho. Metade do bar havia se levantado.
Pensei que Guello poderia chegar agora, ele ia adorar essa festinha. Sem saber (ou não), o moleque tinha se enfiado numa porcaria de covil de vampiros! Agora é tarde. O que era pra ser apenas uma investigação vai virar um banho de sangue.
Antes que eu pudesse sacar a minha arma, Juliana já havia sido derrubada por alguns e eu estava sozinho. Não sou de rezar, mas bem que Deus poderia vir a calhar e mandar um reforço inesperado, ou, pelo menos, um tempo pra eu pensar.
E, como se eu fosse atendido (um clichê nessas horas), aparece, envolta em sombras, uma mulher latina, fazendo movimentos estranhos com as mesmas sombras já citadas. Acho que ela esperava que aquilo fosse me assustar de alguma forma, essa parecia das antigas, sentia isso. Ela se aproximou, agora sem mexer as sombras e com uma cara de frustrada. Pelo menos esse prazer eu teria, mal ela sabia que as coisas que eu vi, lutei, conversei e até fiz amizades no Universo Profundo faziam coisas muito mais estranhas e sem sentido que isso.
Eu fui um explorador espacial Tecnocrata, fui um herói da União durante a Segunda Guerra, eu e mais três companheiros sozinhos banimos três cabalas inteiras de Nefandi, ela não é nada perto do que eu já vi.
Entretanto, eu estou desarmado e sozinho contra um bar inteiro. Existe uma linha muito fina entre a coragem e a estupidez.
Ela apenas ri para mim e eu recebo uma pancada na nuca.
Não funcionou. Recebo mais duas, a terceira, uma coronhada.
Agora sim.
terça-feira, janeiro 15, 2008
Ascensão
Conclusão
Eu vi o xamã
Perguntei-me porque ele vivia e morria
Deixe um recado e diga-me o porquê
— Rusted Root, "Beautiful People"
O ideal da Ascensão é algo efémero. Assim como a hubris, não é algo que possa ser definido por regras— é um objetivo pessoal, não uma coleção de pontos de experiência ou Arete. Um Mestre pode alcançar um Arete de 10, ter cinco pontos em todas as suas Esferas, viver mil anos e mesmo assim não Ascender se não tiver a sabedoria ou a visão para fazê-lo. Um mago relativamente jovem pode Ascender caso resolva seus conflitos internos, mude de vida ou alcance um equilíbrio entre o eu mortal e o místiko. A Ascensão é uma charada, e aqueles que têm as respostas não ficam por aqui tempo suficiente para revelá-las.
Grupos diferentes têm diferentes pontos de vista quanto à Ascensão. Talvez todos estejam corretos se realmente acreditarem. Os Capítulos Dois e Três exploram os diferentes conceitos ponto a ponto. Os meios para alcançar a Ascensão pessoal (e os resultados dela) foram deixados para serem decididos pelo seu grupo. Seja qual for a resposta, ela não será rápida ou fácil de ser alcançada. Nada que valha a pena é assim. A Ascensão é um enigma. As pistas abaixo, contudo, devem torná-la mais fácil de ser incorporada à sua crônica.
Procuras e Arete são uma parte importante da Ascensão pessoal, mas eles apenas refletem em termos abstratos aquilo que a maioria dos magos leva diversas vidas tentando alcançar. O verdadeiro teste de Ascensão pessoal vem através de representação — encarando testes e triunfando, à medida em que se torna uno com sua Arte. Um personagem que gasta a maior parte dos seus pontos de experiência em Arete e a maior parte do seu tempo alcançando um certo equilíbrio e perfeição Ascenderá mais rapidamente do que aquele que apenas aperfeiçoam seus poderes com as Esferas.
Alguns meios "comuns" rumo à Ascensão pessoal podem incluir:
• Jornadas para os Outros Mundos que inspirem uma visão da totalidade e unidade da criação;
Ascensão Exterior
Refazer o mundo à sua imagem é a razão da Guerra da Ascensão. Para que se chegue a uma Ascensão global (se realmente isso for possível), um mago ou cabala deve realizar algum grande feito que abriria os olhos das multidões e, teoricamente, poderia levá-los a aceitar a verdade que você conhece. Pouco provável.
Isto não significa que mudanças locais sejam impossíveis. As Casas Herméticas, e mais tarde a Tecnocracia, tiveram sucesso moldando paradigmas locais, de modo que as suas ações fossem consideradas normais, mesmo que excêntricas. Numa era de intercomunicação global, um paradigma verdadeiramente mundial pode ser idealizado. Esta possibilidade aumenta os prémios da Guerra da Ascensão para todas as partes. Se algum Acerto de Contas está para ocorrer, cada grupo quer ser aquele com todas as cartas na mão quando isso acontecer.
O jogo Mago é sobre mudança, de modo que se deve permitir que os jogadores pelo menos pensem que seus esforços podem fazer alguma diferença. Repetindo, a quantidade de mudanças que uma cabala realiza deve depender daquilo que o grupo quer da sua crônica — não podemos ditar o que é melhor para o seu jogo. Os Magos têm lutado por séculos para refazer o mundo, e uma cabala novata provavelmente não será capaz de esmagar a Tecnocracia ou expulsar os horrores Primordiais de volta para a Umbra Profunda, mas por outro lado, eles podem influir no equilíbrio da batalha. Este tipo de mudança deve ser gradual, não súbita; mudanças abruptas levam ao Paradoxo...
As dicas abaixo oferecem algumas orientações para a Ascensão externa que devem ser usadas da maneira que melhor lhe convier. Métodos comuns incluem:
• Mudar significativamente, através de esforços pessoais, um paradigma local, de modo que ele aceite as suas Artes ou estilos como sendo coincidentes (mais difícil do que parece);
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Há Muito Tempo Atrás - Tomo IV
- Você pode ir. Apenas me procure quando estiver cansado de perambular sozinho por aí.
E foi apenas isso que conversaram.
Eles haviam saído de Londres não fazia nem três dias e a tal sentença de reaprender seu caminho (ou algo parecido com isso) já havia acabado. Sem saber o que fazer e sem poder circular pela Europa durante um bom tempo, Héracles decidiu que iria andar pela África e Américas durante um tempo. Fazer novos contatos sempre é bom.
O que não é bom é ficar sozinho nesse deserto frio de noite e quente de dia. Ele e um camelo. Como Héracles não tem o costume de papear com animais, ele fica envolto em seus próprios pensamentos.
A Ordem de Hermes bem que poderia ter seu poder diminuído em Londres. Esse mando e desmando dos Herméticos em todos os magos que habitam a capital inglesa já irritou demasiadamente muita gente. Héracles tentou fazer alguns aliados no meio vampírico que ele havia se infiltrado prometendo a cabeça de Dantinelle, mas sem sucesso: “Resolvam vocês seus problemas. Mexer com um de vocês é a mesma coisa que cutucar um vespeiro.” - uma pena.
Um brilho dourado repentino desvia a atenção do intrépido Eutanatos. Olhando fixamente para o ponto na areia, ele percebe que uma ponta de algum objeto dourado (bem dourado, diga-se de passagem) se sobressai em um pequeno monte.
- Não posso acreditar! Se não for uma lâmpada mágica serei um mico de circo!
Ainda bem que Héracles não tem tanto poder em suas palavras como alguns de seus conhecidos Herméticos, senão sua existência, a partir de hoje, seria fazer traquinagens debaixo de alguma tenda no meio da Europa.
Não se tratava de uma lâmpada, muito menos de algum objeto valioso. Era uma pedra. Para ser mais preciso, uma pedra hexagonal que não só tinha um brilho dourado como também era inteira dourada. Ele sorriu, parecia se tratar de um objeto mágiko.
Porém, repentinamente, um turbilhão de memórias, visões, gostos, desejos, sensações dos mais variados tipos, desde um simples espetar de agulha até a penetração do ventre por uma lâmina afiada. Tudo em questão de segundos até que Héracles largara a pedra.
Tudo volta ao normal.
Exceto, claro, as dores causadas pelas sensações. Era muito para qualquer um. Parecia que dezenas de pessoas haviam tomado parte de seu corpo durante alguns instantes e demonstrado com a sutileza de um chimpanzé bêbado dançando sobre ovos tudo o que presenciaram durante suas vidas.
Incrível! Será que essa pedrinha é uma aprisionadora de almas? Ou então ela apenas capta as sensações de quem a porta? Qual o verdadeiro poder dessa Maravilha?
Respirando fundo e fitando a pedra dourada, Héracles tentou focalizar uma das sensações que acabara de sentir. A espada! O ferro penetrando seu diafragma foi memorável. E, apenas fechando os olhos por um segundo e segurando a pedra na mão novamente, Héracles se viu no meio de uma batalha feroz.
Uma batalha que ele reconhecia em ser uma cruzada, dada seu uniforme e Jerusalém que já podia ser avistada de onde ele estava. O corpo que ele se localiza não é um exímio espadachim, mas consegue agüentar alguns sarracenos até qu...
...
...
...
No dia seguinte, Héracles acorda com uma profunda dor no ventre. Para seu espanto, sua barriga estava à mostra, com a forma perfeita de uma scimitarra cortando seu corpo. Milagre que ele estivesse vivo. Uma mágika daria conta disso. Um mantra entoado com dificuldade por causa do sangue que já se encontrava em sua garganta e o ferimento é estancado, o suficiente para que ele chegue até a próxima cidade.
Ele, com uma luva, pega a pedra e a guarda em sua bolsa. Ela merece ser estudada mais a fundo.
Pode ser uma ferramenta útil contra os Herméticos.
Maria do Bairro
Carmem, uma sensual Lasombra espanhola (até onde o estereótipo permite), chegara a Londres para pedir a cabeça de um Magus atrevido... sem nenhuma segunda intenção, afinal, ela veio sozinha para a cidade.
A suíte do hotel já estava reservada em seu nome por um amigo. Era só subir e se deleitar com o luxo pago pela Camarilla. Às vezes parecia uma boa idéia trocar de lado e viver alguns séculos com Benjamin... como seria bom! Mas havia uma pedra em seu caminho. Uma pedra enorme: loira, de vestido vermelho, muitos truques mágicos na manga e um ciúme arrebatador. Ela já aprendeu que não devia mexer com Kathy e a deixaria quieta durante um tempo.
Abriu a porta do quarto e deitou na cama. Fofa como mil cadáveres em decomposição. Antes de virar para trás e ver o buquê de rosas negras e uma carta escrita em sangue... e mais! Tinha um pobre humano amarrado! Ela, já de presas para fora, conversa com o sujeito amarrado:
- O Benjamin não é um amor??? Pena que já tem dona. - ela se inclina e fala bem suavemente para o jantar - E você? Tem dona? - com um sorriso no rosto.
- Hmmfgh, ghu! - o coitado tenta falar.
- Ah! Que cabeça a minha! Permita-me tirar isso de você... isso... assim... então, tem dona? Alguém te esperando para jantar... umas duas crianças e uma bela esposa?
- Sua sanguessuga! Não sabe com quem mexes! Não tente nada que não vá se arrepender depois!
- Oh! Fui insultada! Claro que eu sei quem você é! Benjamin escreveu aqui pra mim: “um sangue mágico para um deleite cintilante!” - viu? Sei e-xa-ta-men-te quem você é. - e ela sorri como uma adolescente alegre.
- Quando meus companheiros de cabala chegarem, você não terá chance contra eles!
- Querido, pare de se encher de falsas esperanças! - agora ela já anda pelo quarto semi-nua, exibindo seu corpo de mármore esculpido - Se bem conheço Benjamin, ele te pegou de surpresa, o pôs em uma caixa e comprou seus amigos. Aliás, a julgar a sua arrogância mesmo enquanto está amarrado em uma corda sem poder fazer absolutamente nada e querendo dar uma pose de macho, você é bem novo nesse ramo e tem total consciência de que pode me vencer se estiver em condições iguais.
A janta a encara com ódio. Agora seu orgulho estava ferido e prestes a morrer de maneira nada gloriosa. Então, propôs:
- Me solte! Vamos, sua puta espanhola! Me solte e vamos ver quem vai rir sobre o cadáver de quem depois.
Ela sorriu com desdém e falou:
- Tudo bem. - se levantou e caminhou em direção a refeição e começou a soltá-la - Mas sinto desapontá-lo em duas coisas: em primeiro lugar, a minha idade provavelmente não permite que você, caso chegue a me matar (de novo), fique rindo sobre o meu cadáver. Provavelmente eu virarei pó. E, em segundo lugar, eu sou completamente capaz de acabar com você com apenas um dedo. - se postou à frente da comida falante - Pronto?
Ele já havia começado um mantra.
- TRAPACEIRO!!! - e, em sua fúria, o coitado não conseguiu terminar o mantra. Carmem já o abraçava por trás mordendo sua garganta e sugando seu sangue.
- Que vermezinho mal-educado! Mas serviu de lição: nunca desamarrar a refeição que Benjamin deixa para você. Ela pode te matar.
Dizendo isso, foi deitar-se. Afinal, o raiar do dia já estava próximo. Antes de fechar seus olhos, ela se perguntou:
- Afinal, existem rosas negras?
E adormeceu como um bebê.
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Kashmir
Com estes dois últimos textos eu finalizo o Terceiro Capítulo da Crônica e, desde este último domingo vocês estão jogando o Quarto Capítulo (e penúltimo da Crônica): Kashmir. O Terceiro Capítulo teve uma duração de 9 dias e 27 horas, o que dá uma média de 3 horas por sessão.
Vocês devem estar se perguntando: mas a gente não encontrou Esmeralda nenhuma! Como o Capítulo acabou se a gente tinha que encontrar mais três Esmeraldas?
Pois é.
O problema é que vocês não são os únicos atrás dessas Esmeraldas e, enquanto vocês ficaram parados cuidando de assuntos pessoais, meus NPCs mexeram os traseiros gordos e conseguiram pegar as outras três. Duas delas estão com Dominic (na testa dele) e a outra o Blackmore foi atrás.
“Mas... mas... você disse que era pra gente se preocupar mais com evolução pessoal... cuidar dos personagens... nos preparar!”
Disse sim. Só não disse que meus NPCs ficariam esperando vocês morfarem, montarem o Megazord e passarem por cima deles. Mas isso foi bom para vocês, prestem atenção no tanto que vocês conquistaram (que parece pouco) e depois me digam se não valeu a pena:
1: Um projeto de Capela.
Pelo menos, a maioria do grupo tem um lugar para se refugiar e passar um tempo enquanto se recupera, o que é muito importante quando se trata dessas aventuras que estão passando. Sem contar o Santuário que vocês conseguiram (quem pagou os pontos).
2: Aliados poderosos.
Os Garous estão do lado de vocês apesar de todas as diferenças. Se vocês tivessem tomado uma atitude grosseira quando estavam indo até o Castelo pela primeira vez, provavelmente a Crônica poderia ter acabado hoje. Sem contar o Aquele-Que-Comanda-O-Inverno, que foi de uma grande ajuda pra vocês (façam o raciocínio correto e vejam que eu estou falando a verdade).
3: Morte do Lasher.
Querendo ou não, foi uma das melhores coisas que aconteceram com vocês. Vejam o que eu escrevi no post Black Dog e verão que eu não estou falando besteira. Andar com um demônio, ter afeição por ele e, o pior, SABER que ele é e não fazer nada é um crime bem grave para as Tradições. Vocês se livraram de um grande problema com a morte dele.
4: Evoluíram Esferas.
D, Michel, Chibiko e Kao aproveitaram esse tempo para evoluir, respectivamente, Primórdio 3, Mente 3, Primórdio 3 e Tempo 1 e 2. Sem contar as Habilidades que alguns de vocês conseguiram a parte.
5: Este último só porque eu gosto do número cinco.
Até onde eu me lembro é só. Mei Hai está longe, James também, uma Esfera sumiu, outra apareceu, os inimigos estão mais claros agora (isso não faz vocês pensarem no pé na bunda que deram em Frankstein?)... acho que isso resume bem os acontecimentos do Terceiro Capítulo.
Só que eu tenho um problema.
O Quarto Capítulo e o evento que aconteceu com Deirdre deslancham a parte final de minha Crônica... ou melhor: a trama final dela. São ainda dois Capítulos e, como eu já disse, ainda faltam três Esmeraldas para serem encontradas e destravadas (ou não). Agradeçam ao cachorro da Juliana por ter atrasado Dominic um pouco: tirar aquela pedra da testa dele não foi uma coisa simples de ser feita (acho que o rombo na barriga dele diz alguma coisa sobre isso). Se forem pensar, vocês estão um pouco em vantagem em relação ao vilão-mor: uma destravada, uma destravando e uma a ser destravada contra uma destravada e outra a ser destravada. A sexta Esmeralda está com outro NPC meu que já deu as caras na história.
Enrolei, enrolei e enrolei. Agora eu digo o problema: eu PRECISO do Frejat. Caso você esteja lendo isso meu amigo poodle, fique tranqüilo que não é pra entrar em desespero e desconcentrar dos teus vestibulares, é só algo que eu não contava (tolamente, porque você havia me avisado sobre algo assim) e que me pegou de surpresa (dã). É uma cena a parte com ele, que precisa DELE para que vocês tenham alguma chance de lidar com o resto da trama.
Sim, sim. É verdade. Vocês já notaram que não existe NENHUMA pista sobre as outras três Esmeraldas, assim como não existiam para essas últimas três. Porém, dentro da Esmeralda do Adamastor (que Zarak pegou, lembram?) estava a pista para as demais Esmeraldas que corresponderiam ao Terceiro Capítulo. Como vocês não destravaram...
Enfim, essa cena também é de alerta. Poderia transferir para outro NPC? Claro! Só criar um novo e enfiar com um dos três personagens novos que estão entrando (Victor, John e Jwen) ou então convidar a Cecéu para fazer uma pontinha com uma aparição do Trevor... enfim, possibilidades existem e são plausíveis para a brincadeira.
Só que o impacto não seria o mesmo, então eu prefiro me reservar a esperar a vinda de Frejat (sim, estou disposto a esperá-lo até Janeiro) e, caso não venha muito cedo, eu dou um jeito de deslanchar a Crônica. Falando nisso, Frejat, dê uma resposta pra mim no e-mail ou aqui no blog mesmo, tanto faz. Só dê o ar da sua graça, Betânia!
Então é o seguinte: ou eu paro a Crônica até o Frejat vir e dou umas férias para vocês, ou então aproveito a entrada desses três personagens novos e enrolo a história até o Frejat vir.
Se eu parar, acredito que alguém acabe mestrando alguma coisa no lugar. Porém, quando nosso amiguinho Betanesco voltar, eu reivindicarei o Domingo novamente (e os dias de semana pertinentes, desde que Frejat possa jogar o máximo possível) e farei sangrar meu opositor se preciso. Menos com a Kao. Com ela eu teria uma conversa longa, ponderada e divertida, de preferência aqui em casa em uma noite fresca.
Se eu continuar, as histórias a parte serviriam para que vocês aprimorem algumas habilidades, gastar experiência em mais alguma coisa... enfim, se fortalecerem e também uma chance para conhecerem os novos personagens.
O tema dessas histórias? Buscas pessoais (Mei Hai está numa assim), missões que são passadas a vocês (como a passada para Élis e Zarak), os Defeitos das suas fichas virem buscar o que querem (como Caçado, Inimigo...) e um embate mais próximo com a Tecnocracia e outras facções do tipo (tenho um Desaurido muito doido (em ambos os sentidos) para brincar).
Agora eu sei como se sente aqueles autores cujas séries animadas alcançam o mangá e eles devem enrolar na animação enquanto que o mangá deslancha a história principal.
Porém, eu prometo que tentarei fazer com que isso seja uma experiência agradável.
O que me dizem?
Abraços.
Fiel Cavaleiro
O grito que ecoou pela planície logo foi abafado pelo som seco de um punho que encontrou a face inimiga.
Pela primeira vez em muito tempo, Agente W estava com medo. Seu companheiro, Agente R, já havia derrubado dois, mas estava muito ferido para continuar lutando contra o líder dos três monstros.
Esses Lobisomens não estão pra brincadeira.
W nada podia fazer. Ele se encontrava do outro lado do rio e isso o impossibilitava de partir para ajuda. Sua arma, por causa da água abundante que caía do céu, havia falhado mais de uma vez e não seria muito sábio forçar um quarto tiro e acabar com a arma explodindo em mil pedaços. Junto com ele.
Entre R e ele, claro que a melhor opção é ele.
Incrível perceber que o Lobisomem é apenas alguns centímetros mais alto que R. E, até o momento, R tem conseguido resistir aos golpes impiedosos (impiedosos?) do monstro. A massa muscular, o tamanho e a habilidade sem igual para batalhas de R o salvaram mais de uma vez de situações de risco. Repentinamente, a chuva para e uma luz ilumina o dorso caído de R e, maravilhosamente, ele se levanta sem parecer ter sofrido nenhum golpe.
O Garou, admirado, encara e esboça um sorriso naquela boca fétida de lobo. Em seguida, um grito faz com que as espinhas do Garou se enrijecessem e não conseguisse se mover de medo.
- Por Arthur! POR CAMELOT!
Uma espada havia surgido nas mãos de R e um golpe certeiro tirou a centelha que ainda iluminava a alma do monstro. Em seguida, tanto o lobo, agora na sua forma humana, quanto R caem no chão.
W, com medo por perceber que tal espada saíra sem lugar definido e de tal grito de seu companheiro, resolve ligar para uma equipe de apoio.
- Deve ter sido alguma alucinação. - racionalizou W - Não sabia que R tinha esse gosto por historinhas de cavaleiros.
Dizendo isso, sentou-se e esperou o socorro chegar. R agüentaria, já tinha passado por situações piores.
Far Away II
- Deixe-o entrar. - com um gesto, o grande salão de vidro negro é deixado para trás pelo anunciante e o lugar é tomado por Blackmore.
- Mudou a decoração... vaidade? - gracejou o alto homem de bigode.
- Necessidade. Tive que colocar esse vidro escuro para proteger meus olhos do astro-rei. Todo dia era um inferno quando amanhecia. Agora é suportável. Diga-me, o que o traz aqui?
- Você deveria saber, leu meus relatórios?
- Sim. Você quer permissão para entrar em Mercúrio, correto?
- E uma equipe de apoio. Sou poderoso, mas sou apenas um. Entrar em Mercúrio, nessas condições e sozinho é suicídio.
- Falou com os Cavaleiros? Eles te ajudaram no que quer que você queria fazer?
- Sim. Estão todos mortos.
- E você queria fazer o quê?
- Um ataque frontal e direto à Dominic. Infelizmente, meu ataque fracassou, Dominic está extremamente poderoso que temo que nem o senhor consiga dar cabo nele.
Squire apenas olha com um misto de despreza e raiva para Blackmore que não tira o olhar do rosto de seu superior. O velho, em seguida, começou a gargalhar, constatando que Blackmore realmente havia dito tal tolice sem um ar jocoso.
Depois que se acalmou, Squire se recompôs e resolveu perguntar:
- Por que acha isso? - ainda enxugando os olhos das lágrimas que haviam saído.
- Ele matou Alejandro Morientes sem nenhum esforço. Passou pelas defesas de sua mansão e afugentou todas as figuras que guardavam o local. Tirou a pedra que estava com ele e destruiu seu corpo mortal.
Por um momento, Squire ficou um pouco espantado, logo em seguida pensou com mais cautela:
- Hmmm... e qual o grande problema? Alejandro era uma pedra enorme no nosso caminho, quase impossível de atravessar. Deveríamos comemorar, não?
Blackmore se calou. Com profundo desânimo, resolveu voltar ao tópico do encontro:
- E então? Posso escolher quem eu quiser para ir até Mercúrio?
- Ahn? Ah sim! Claro, claro! Fique à vontade.
- Obrigado. - com uma reverência, Blackmore sai da sala e deixa Squire sozinho.
O velho suspira assim que Blackmore sai e deixa o semblante de preocupação tomar conta de seu rosto. Tenta raciocinar, mas não encontra uma saída que não seja o ataque incessante e impiedoso contra Dominic. Não que isso seja uma complicação, mas, de fato, é um problema que deveria ser contornado.
Afinal, se Dominic morrer, mais duas Esmeraldas estarão com ele...
quinta-feira, outubro 11, 2007
Morte de André
Realmente lamento a morte de André e poderia jogar a culpa toda em cima do coitado do Victor que fez uma ação (que não traria relevância alguma, é verdade) e acabou se dando mal.
Poderia também jogar a culpa em cima da minha “sorte” nos dados do Paradoxo (obtive 8 sucessos, 1 letal e 7 por contusão) e no azar do Victor em não conseguir absorver nenhum desses danos.
Alguns podem pensar: “ele matou o André pra dar uma lição na gente. Pra mostrar que se deve tomar cuidado com o Paradoxo e não fazer magias de maneira irresponsável.”
Mas não é nada disso.
Uma frase do Michel resumiu perfeitamente a causa da morte de André, tentarei reproduzir pelo menos a idéia dela: “uma falha maior só acontece com uma seqüência de falhas menores”.
Teve uma seqüência de ações que levaram André até a situação que ele estava que causou sua morte (a falha final foi dele, com certeza) e essas seqüências remetem mais a erros do restante do grupo do que a erros do próprio Vitor que (acredito que cabe um elogio aqui) vinha melhorando bastante com seu personagem e que teria um peso muito grande na minha Crônica.
Eu tenho um papel programado para cada personagem. Afinal, vocês são meus personagens principais e a história gira em torno de vocês. Se isso não acontecer, a brincadeira deixa de ser divertida e é melhor irmos assistir um filme ou coisa do tipo.
Vocês movem meu mundo e eu não tenho planos para a morte de vocês, mas isso não quer dizer que eu não vá matar quando achar necessário e/ou não tiver alternativa (caso do André).
E devo salientar que André morreu de uma forma nada gloriosa? Acho que não.
Isso pode acontecer com qualquer um de vocês e, se continuarem agindo assim, vai acontecer.
Mais uma vez: cuidado com suas ações.
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Jogo marcado para Sexta, Sábado e Domingo. Das 6 da tarde até as 10 da noite na praça. Segunda ainda iremos combinar, mas, por hora, esses três dias estão confirmados.
Vamos aproveitar a estadia do Frejat nesses dias que irão correr aí.
Abraços
PS: leiam o post abaixo, se quiserem.
PS1: não tentem mudar o local de jogo porque eu não irei mudar nem que a vaca amarela voe, tussa, dance forró e empunhe uma espada ameaçadora contra a minha garganta.
Sobre o que é Mago
Algumas pessoas dizem que Mago é sobre esforço e conflito; eles olham para a guerra pela realidade como uma luta por domínio. Outras pessoas argumentam que Mago fala sobre experiência, o processo de aprendizado e crescimento. Alguns vêem Mago como um exercício dentro do existencialismo ou solipsismo, uma visão do universo de dentro de sua própria mente. Chamam isso de um jogo para mostrar a profundidade da paixão. Afinal de contas, os magos lutam pelos preceitos que eles mais acreditam.
Mago realmente fala de tudo isso. No fim, Mago é sobre a experiência humana. Assim como todo mundo, magos chegam a um mundo que não entendem completamente e tentam dar a ele um semblante de sentido. Eles põem palavras e termos em coisas para que consigam compreender e dar forma ao mundo. Eles seguem caminhos individuais enquanto vivem, aprendem e, eventualmente continuam, esperançosamente, deixando o mundo um lugar melhor. Magos fazem as mesmas coisas que qualquer um faz, eles apenas tem ferramentas diferentes.
Então, quando você joga Mago, você não precisa achar um único suporte de “precisão” ou um único tema importante. Como todas as experiências humanas, Mago cobre um bom pedaço de chão. Você pode cair fora disso seja lá o que você quiser acreditar. Mago consegue falar com você sobre paixão, crença, filosofia, conflito, espiritualismo, idealismo e orgulho - ou apenas um momento divertido.
Existe uma diferença entre contar e mostrar. A arte de Mago mostra todo o mundo magnífico que os magos abraçam. Mago nos conta que você precisa experimentar algo por si próprio e determinar a verdade disso. Quando você olha para um pedaço da arte de Mago, você consegue abrir seus olhos e acreditar... o quer que você queira acreditar. Você vê por si próprio e consegue fazer isso importante para você como quiser.
Um bocado de tempo e palavras foram gastas em argumentos sobre o que é Mago e por quê. É sobre se divertir. É sobre olhar para as coisas de uma nova maneira. E é sobre o que você quiser que seja. “Eu não sou um professor, mas um dos que despertam os outros,” disse Robert Frost. Mago não é uma única maneira rígida de fazer as coisas certas; é um portal para quantas verdades você der para. Veja isso dentro das maravilhas e horrores nessas páginas - os terrores soltos da esperança de progresso e segurança da humanidade. as fantasias criadas em um perturbado ritual ou santidade. Veja por você mesmo o poder dos Paraísos, o chamado dos espíritos, a alma do homem e corpo da máquina.
Abra seus olhos e Desperte.
quarta-feira, outubro 03, 2007
Mudanças
O recado é rápido e importante: mudei a política de pontos de experiência. Seguirei a risca o que o livro recomenda.
Não se preocupem, o sistema é mais simples (e cômodo) para todos (principalmente para mim) e mais fácil de ser justo e manter um controle sobre os pontos. Para fins de esclarecimento, resolvo dizer o motivo principal para tal mudança: Esse nosso Sistema de pontos por dia passado é inconsistente tanto para Crônicas que passam dias e dias a fio (como essa minha) quanto para Crônicas que acontecem muitas coisas em um espaço de tempo curto (como a Realejo da Kao). Entendam: em uma Crônica como a minha, onde pode acabar acontecendo facilmente que vocês não façam nada durante um espaço de três dias, ela se torna um problema para controle da situação. Afinal, existem os entreatos (coisa que não estamos acostumados) que é quando eu apenas narro os fatos acontecidos e o tempo que se passou (por exemplo, a semana e meia que vocês esperaram o carro ficar pronto). E em Crônicas como a da Kao, que aconteciam muitas coisas em apenas uma noite, fica ruim receber poucos pontos para evolução de personagem. A questão é que os pontos de experiência recebidos refletem o aprendizado de um personagem com o mundo. Alguns dias se aprende mais, outros dias menos e alguns outros não se aprende nada. Pensando nisso (e lendo os livros), resolvi seguir o que é sugerido nos livros, vejam, é mais simples: Todo jogador (menos aqueles que faltarem) recebe 1 ponto de experiência automático por SESSÃO DE JOGO. Ou seja: todo domingão vocês terão 1 ponto garantido para acumular. Isso é a base, o resto vem destas ações: Representação: o jogador atuou bem. Não apenas de maneira divertida, mas de maneira correta. Esse ponto reflete se as jogadas de conversas feitas entre vocês. Um bom exemplo é a cena do mini-Silêncio da Deirdre, quando Jean e companhia entraram em sua cabeça para resgatá-la. Jwen não tornou as coisas fáceis e transformou a cena toda como um momento a ficar guardado.
Interpretação: é quando o jogador representou sua Natureza, Comportamento e Essência de maneira estupendamente correta. Concordo que é extremamente complicado fazer esse tipo de coisa, mas, se alguém fizer com que suas atitudes reflitam sua Essência OU sua Natureza e Comportamento, eu premiarei com o ponto. Acho que o melhor exemplo disso é eu fazendo Ante Dêgmon (tá, eu sei, ele morreu, mas foi foda) se explodir para acabar com os vampiros. Heroísmo: quando o jogador sacrifica seu personagem em favor dos demais. Como o André se sacrificando para a galera fugir da Tecnocracia. Entendam que existe uma linha bem tênue entre heroísmo e estupidez e nem todas as ações serão consideradas heróicas. Um bom exemplo disso é a Mei-Hai fazendo aquela pancada de magias irresponsavelmente para tentar salvar a galera. Sucesso: vocês conseguiram realizar algo. Esse ponto acaba sendo coletivo. Um exemplo bom é quando vocês conseguem destravar uma das Esmeraldas. Perigo: o personagem passou por vários perigos extremos e sobreviveu. Ainda não teve um bom exemplo disso. Sabedoria: o jogador demonstrou um Raciocínio foda pra caralho ou uma variedade fenomenal de recursos ou uma idéia muito boa que possibilitou o sucesso do grupo como um todo. Agora não me recordo de um bom exemplo disso. Reparem que todos esses lances serão dados em cada SESSÃO DE JOGO. É mais simples e possibilita que vocês tenham um controle melhor sobre os pontos recebidos. Não é para mudarem o tanto de ponto que vocês têm acumulados, a única diferença é que agora será desse jeito. Caso vocês não tenham reparado, vai ser extremamente complicado vocês conseguirem mais que três pontos (se conseguirem isso) em apenas uma sessão. Não é uma crítica, é um fato. E também é uma ferramenta muito útil para dar uma certa dramaticidade às coisas que acontecem e não ocorre dramaticidade alguma. Vocês sabem do que eu estou falando. Ainda estou devendo uns pontos pra vocês, os darei no início da próxima sessão e, se alguém quiser aumentar algo, que aumente (menos o John, que já aumentou Força de Vontade). Combinados então? Abraço PS: leiam o mini-post abaixo e entrem em parafuso.
Um Aliado Inesperado e o Quinteto Fantástico
Há dois dias:
Com seu aparelho improvisado, o desertor tenta rastrear a sua última esperança. Enquanto a engenhoca não funciona, ele apenas tenta correr o mais rápido possível: sua vida de tranqüilidade no campo não foram muito bem aceitas pelo seu superior e, desde então, sua vida se tornou um inferno.
Maldito dia em que ele viu que nem todos os TRs são de todo desagrado. Foi interessante encontrar aquela mulher e ter relações sexuais com ela durante um tempo. O problema foi descobrir que ela não passava de um Lobisomem. UM LOBISOMEM! Coisa para quebrar qualquer coração tecnocrata apaixonado.
De repente, a maquininha (feita com alguns pedaços do que restou de seu carro depois do último ataque) começa a apitar: ela encontrou algo. E naquela direção. Era hora de correr.
Há um dia:
Os cinco desembarcaram certos de que encontrarão seus algozes em Londres. Todos sentiram “aquilo” gritando como uma grande seta vermelha para a cidade. “Pode ser uma armadilha” - pensaram. “Pode ser uma tentativa de nos atrair até aqui!” Sam pensou.
Mas nada os parou. Há algo a ser feito e será feito. Um cowboy, dois jovens, um pai e um irmão agoniado. Esse é o momento, o local e a hora certa.
Vamos à caça.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Far Away
Ao longe, ele observa um estranho visitante chegar. Provavelmente um Emissário de alguém do outro lado. Já faz tempo que algum não chega (ou retorna), o que tem tornado a vida extremamente complicada nessa parte do Horizonte.
A figura parece entrar no prédio. No topo de sua sala, o senhor espera pacientemente a visita que deve ser para sua pessoa. Notícias de alguém da linha de frente, talvez? Ou mais um espírito imbecil exigindo alguma regalia extra? Não se sabe. De qualquer jeito será divertido.
A criatura entra pela porta, sem bater ou ser anunciada. A tira-colo carrega uma espada de esgrima e sua roupa é bastante antiquada para os padrões modernos. Ele faz uma reverência silenciosa e diz:
- Trago notícias da Terra. - ainda de cabeça baixa.
Olhando para o rapaz que não ousa olhar na sua cara, ele percebe que o jovem o faz apenas por respeito e nada mais. Isso irrita profundamente o velho experiente, porém, ele resolve se manter impassível e se pronuncia:
- Quais?
- Vem de Blackmore. Ele descobriu o que o pergaminho faz exatamente. - ainda sem olhar para o rosto do Diácono, ele entrega um punhado de folhas reunidas em uma espécie de relatório.
O mais velho recebe as folhas e as põem em cima da mesa. Percebendo que o enviado permanece em sua sala, resolve indagar:
- Mais alguma coisa?
- Sim. Blackmore pediu para que enviasse um Shaytan. Ele teme que as coisas fiquem demasiadamente perigosas.
- Alguma preferência?
- Blackmore pediu que, se fosse possível, Maquiavel seria um excelente enviado.
- Maquiavel? - meu de... digo... diabo! As coisas parecem estar complicadas! - Tem certeza?
- Foi o que Blackmore pediu. - ainda de cabeça baixa.
- Diga a ele que mande uma petição mais formal e um bom motivo para que Maquiavel seja enviado, enquanto isso, diga para entrar em contato com os Cavaleiros de Khaaloobh.
- Obrigado, senhor. - sem dar as costas, o Emissário sai.
Assim que o esgrimista sai da sala, o homem velho começa a ler o relatório de infinitas páginas de Blackmore. Enfadonho, mas necessário.
quinta-feira, setembro 20, 2007
Há Muito Tempo Atrás - Tomo III
A lua está do jeito que ela gosta e, quando ele se aproxima, consegue ver os cabelos dourados de Margareth esvoaçando junto com seu costumeiro vestido verde, um presente que Neville deu para sua antiga criada e, hoje em dia, é uma lavradora empregada de seu bom amigo.
A vida de Margareth foi salva pelo seu amigo quando essa era criança. Um bando desgostoso de Lobisomens a atacou sem motivo algum, frustrados por não terem um exemplar tão belo em sua raça provavelmente. Porém, com muita astúcia (e sorte), Neville derrotou os quatro e a pôs sob sua guarda. Com o passar dos anos, Margareth foi a única que sobreviveu do castelo onde ele mora, aliás, ela só foi embora por pedidos do próprio Neville. Misteriosamente, a família dele morreu por uma doença terrível. Carlos disse que foi um mau-agouro lançado por aqueles que queriam sua Esmeralda, pura inveja.
Sinceramente? Acredito que não seja isso. Acho que Carlos fez algum experimento desesperado que não deu certo. Pode ter sido algo envolvendo pólv...
- Friedrich! O que faz parado aí?
A doce voz de Margareth interrompe seus devaneios. Como sempre, ele só percebeu que entrou em um estado... digamos... sonolento quando ela o chamou. É engraçado como que, a uns 2 metros de tamanha formosura o alquimista tenha se perdido em pensamentos.
- Venha cá, sente-se comigo.
Frankstein se senta do lado de Margareth e os dois começam a observar o castelo de Neville. Percebendo um ar triste em Margareth, Frankstein resolve perguntar:
- Sente saudades?
- Não é isso... eu fico preocupada com ele. Sempre trancafiado naquele calabouço, ele e seus pensamentos.
- Algo normal para homens devotos a suas buscas. Eu sou assim Margareth. Você é a única exceção.
Ele se inclina e beija o rosto da bela e sente um gosto salgado na boca. Então ele percebe que Margareth sente um pesar muito grande pelo seu antigo Senhor. Ela quebra o silêncio:
- Você descobriu algo sobre o Rei do Feudo vizinho?
- Sim. Eu estive lá.
- O QUÊ???
- Foi a última alternativa. Fui até lá, bati na porta e me apresentei. Ele foi muito cordial e hospitaleiro, não escondeu por nenhum momento sua verdadeira natureza e também não fez menção nenhuma de que estava me prejudicando de alguma maneira. Claro que nossa conversa girou em torno das Esmeraldas e ele me mostrou o que havia descoberto até então.
- O quê ele descobriu?
- Algumas coisas interessantes. Tem uma lenda que permeia toda essa história e diz que há deuses dentro delas. São em nove. E outros detalhes técnicos chatos. Pra falar a verdade, aquele vampiro não parece ser o quê é.
- UM VAMPIRO??????? - espantada, Margareth grita.
- Você não sabia?
- Só não sabia que eles existam.
- Você foi atacada por Lobisomens, viu as criaturas estranhas em meu laboratório e é visitada por um Anjo da Guarda. Por que eles não existiriam?
- Não fale assim comigo. Eu não sou como vocês.
- Desculpa, meu amor. - ele passa seu braço direito pelos ombros da moça e a traz para junto de seu peito. - Não quis te ofender.
Nisso, uma explosão ocorre no castelo de Neville. Frankstein tenta correr, mas Margareth o segura com uma força descomunal, algo que não combinava com seu corpo frágil. Em um movimento mais brusco, ele joga Margareth ao chão e, antes de correr para o castelo, olha para Margareth. Ela, deitada de bruços, estende as mãos para Frankstein e diz:
- Não vá. É perigoso.
- Eu preciso ajudá-lo!
- Você não pode ajudá-lo. Ele já morreu.
Irritado, Frankstein chega perto e balança Margareth:
- Como morreu? O quê você sabe?
Ela olha nos olhos de seu amado. Um calor proveniente de seus olhos congela o corpo do alquimista:
- Ele está pagando o preço por mexer com as criaturas das trevas. Deus o está punindo. O próprio Anjo que ele invocou para me proteger está guiando o grupo de Coristas para assassiná-lo. A explosão era o sinal de que tudo já havia acabado.
Ele solta Margareth e, em um acesso de desespero, começa a chorar:
- Não é possível... Neville... CARLOS!!!!!!
Um facho de luz vermelha emana do corpo de Frankstein. Ele se metamorfoseia e, quando se dá conta, tem um par de asas de dragão em suas costas. Rapidamente, Frankstein voa para o castelo. Entra no castelo e, tomado pela raiva, esquarteja todos em seu caminho, não importa quem seja e quais as conseqüências disso tudo, mas ele caminha em direção ao quarto onde Neville está.
Abrindo a porta, Frankstein encontra Margareth, sua amada, com uma espada cravada no pescoço de Neville. Ele tem um papel na mão e uma caneta na outra. Ele usou seu próprio sangue para escrever. Frankstein não enxerga mais nada e parte para cima da mulher, golpeando-a impiedosamente em todas as partes de seu corpo. Quando ela cai no chão, ele vai até Neville e toma o pergaminho das mãos do corpo.
- Essa história de Esmeraldas terminará aqui e agora!
Dizendo essas palavras, Frankstein rasga o pergaminho em seis pedaços e, antes que pudesse queimá-lo, ele é golpeado nas costas. Sua última visão é a de um pedaço de madeira atravessando seu dorso.
Então ele cai ao lado de seu amigo.
quarta-feira, setembro 19, 2007
O Dia depois de Ontem.
- Um resumo rápido, Pritcher. Preciso apresentar os dados na reunião daqui a pouco.
O Sargento responde:
- Fiz a requisição de um Helicóptero e uma X14 A Thunderhead e três agentes Victors participarão da missão. Chegamos ao local estabelecido e uma anomalia logo se manifestou, exigindo uma reação um pouco enérgica. Em seguida, enquanto os agentes desciam pelo cabo, uma manifestação desconhecida manipulou o espaço que eles estavam e os atrasou em 30 segundos aproximadamente. Felizmente, como nós observamos recentemente, os assim chamados magos não tem um senso de trabalho em equipe e cada um deles tentava fazer algo diferente, tomados pelo desespero tentaram empurrar um trailer. Mal-sucedida a tentativa, praticaram algumas magias e tentaram ofensiva grosseira, devo dizer que um tanto desesperadora, afinal, atacaram um Helicóptero com os pés.
- Mais rápido, Sargento.
- Desculpe, senhor. Três deles escaparam e os outros três foram capturados. Um deles é uma anomalia que já foi enviada para o Laboratório. Os outros dois são identificados como André, um traficante brasileiro e Mei-Hai, segundo seus registros psíquicos, uma mulher de mais de 300 anos e com uma certa importância na Guerra.
- Que Guerra?
- A da Ascensão, senhor.
- Ela acabou e você sabe disso, esse tipo de pessoa é apenas uma minoria rebelde que é facilmente esmagada.
- Tem razão senhor. Desculpe senhor.
- Alguma baixa?
- Um dos agentes morreu e o Helicóptero teve sua janela frontal quebrada.
- Quebrada? Como? Não era o com Primium?
- Não senhor. Recebemos cortes no orçamento recentemente, achei que estivesse sabendo.
- Não estava. Ordenados por quem?
- Asimov.
- Hm.... isso explica o aumento de verbas para as experimentações da Dra. Sanchez. Retire a anomalia do Laboratório, não deixaremos que aqueles idiotas dos Progenitores toque nele. Requisitarei aumento significativo de pessoal e armamento para este Constructo, achei que tivéssemos neutralizado as ameaças deste lado, mas percebi que estávamos completamente equivocados. Já os interrogou?
- Não senhor, estamos primeiro cuidando deles. A mulher provavelmente acordará daqui poucas horas, mas o rapaz veio carregado de energia paradoxal. Nós estamos purificando-o. Também descobrimos que o Constructo que sumiu em Tóquio teve envolvimento desses dois, porém ainda não conseguimos identificar todos os outros companheiros de seu Amálgama. Estamos investigando.
- Foram eles mesmo? E foram capturados tão facilmente assim? Que decepção! Como eles escaparam de Tóquio?
- Lendo as ondas neurais da mulher, nós descobrimos que o Agente W e o Agente R estiveram negociando com eles.
- O QUÊ???? COMO ELES ARRISCAM NEGOCIAR COM ESSES TRS???? Maldita N.O.M e sua diplomacia desnecessária. Péssimos negociantes. Deveriam deixar isso para o Sindicato e APENAS eles. Onde eles estão?
- Verificando um outro buraco dimensional que se abriu na América do Sul, senhor.
- Mais um? Quantos foram até agora?
- Registrados por nós foi o vigésimo só esse mês.
Por um momento, General Berger fica quieto, pensativo. Depois vira para seu subordinado e fala:
- Entre em contato com outros Constructos e tente estabelecer um padrão. Acho que sei quem pode estar atrás disso.
- Ah sim! Acreditamos que a intervenção misteriosa foi de Blackmore. Algumas horas antes ocorreu um culto liderado por ele, mais uma vez estivemos de mãos atadas.
- Certo, Sargento. Obrigado pelas informações e prossiga com o bom trabalho. Dispensado.
Com uma continência, Sargento Pritcher dá as costas e sai da sala de seu superior. Assim que a porta é fechada, Berger resolve fazer uma ligação para um velho companheiro. Talvez ele tenha algumas informações úteis. Ele toca em um botão em sua orelha e um número é discado. A pessoa atende:
- Doutor? Preciso de sua ajuda.